quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ANEDOTA DA DANÇA

Achei espaço para uma anedota. Talvez haja mais espaço do que eu tenho a dizer. Veja só, nem sei especificamente o que dizer nesse espaço tão grande.
Já dancei descontroladamente, de olhos fechados, sozinho no quarto, fazendo movimentos que desconheço tamanha falta de sincronia, ouvindo as músicas do music player do meu celular. Foi tão boa a sensação que quando abri os olhos senti vergonha, como se tivesse feito algo de errado. Entendi nada. Às vezes cristalizo os pensamentos sobre o que não compreendo e vivo guiado por isso, tão cego.
Desci até o chão com a mão na cabeça, não me vi, porém tive a impressão de que foi uma descida de rebolado sexy. Vou fechar os olhos e fazer novamente, agora devagar, lentamente, para saber o que mudou, pois a música que me toca já é outra. Não sei dizer o nome dela porque é em búlgaro, mas o refrão é mais ou menos assim: do crai, do crai, e éssi tempi pay do crai. Do crai, do crai, hosti zado bai, pou mê nê, pou mê nê, poludei, poludei, poludei.
Dessa vez abri a boca e gozei. Cantei fora do ritmo, a letra não posso dizer se errei, fiz do meu modo. Acabou o espaço, vivê-lo o ultrapassou.

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