Do que se trata isso? Sobre o que é
dessa vez? Chegou-se ao ápice, ao cume, ao apogeu, qualquer outro sinônimo,
como também ao poço, à baixo, ao fim. Porque ele vai dizer “eu acho chatíssimo,
não vou mentir para você”. Tentou se convencer, ele jura por Deus, mas
realmente acha entediante, não adianta suas explicações não condizentes com a
vida. É um complexo que também se junta aos seus complexos íntimos. Você passou
o dia fora hoje, até quando ele te procurou, você se colocou fora: acabo de
perceber que você está indo para fora dele.
O dia demorou para passar, estava tudo
escuro lá fora antes mesmo das cinco da tarde; o dia estava quente, nem uma
gota de água caiu do céu, nenhuma nuvem
escondeu o sol. O sol escondeu você? Eu mesmo vou comprar as flores para
enfeitar esses dias todos que parecem domingos.
Caso os conhecesse, escreveria um
romance agora. Ainda, caso soubesse, escreveria algum romance que transcendesse
algum drama meio meloso ou com um final triste: um romance sem final, nem
triste nem feliz. Sem clímax também. Que
somente acontece, como este momento. Estou gerando um desfecho para os dias,
não comprei as flores, você ainda não voltou, ele não está te esperando no
quarto. Quem está com medo, quem tem medo?
Esse momento é do inconsciente, tem sua
lógica. Não a nossa, embora, embora eu fosse dizer algo e tenha esquecido ou
não saiba exatamente o que iria dizer. Meu peito está lotado de angústia, quem saboreia?
Chupem. Estou cortando todos os “t” com muita velocidade e precisão, os cortes estão enormes, uma pauta inteira para cada "T". I’m taking me away from myself. Estou
prestes, também, a colocar mais uma pedra em meu bolso. O dia de hoje pede uma
pedra em cada bolso.
08 de junho de 2014.
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