terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ANSEIO DE UMA NOITE DE FEVEREIRO



[...] A maior aspiração era de romper a mata, transformar-se em vento; não, ser folha seca no ar. Saltar a cerca, rasgando parte da calça de propósito para deixar vestígio de uma fuga: indícios de que alguém estaria se encontrando da perda. Na mata, iria beber o vazio para ficar satisfeito com esse conhecimento de que é oco o vazio – e cheio de si.
Ansiava, fervorosamente, queimar-se naquele vento que vinha de uma mata escura, cujos segredos noturnos e místicos da caatinga irrompem os próprios segredos; como o fundo do mar sem água. Ressaltava [...].


 

Trecho de um conto escrito com muita saudade e anseio.