[...]
A maior aspiração era de romper a mata, transformar-se em vento; não, ser folha
seca no ar. Saltar a cerca, rasgando parte da calça de propósito para deixar
vestígio de uma fuga: indícios de que alguém estaria se encontrando da perda. Na
mata, iria beber o vazio para ficar satisfeito com esse conhecimento de que é oco o vazio – e cheio de si.
Ansiava,
fervorosamente, queimar-se naquele vento que vinha de uma mata escura, cujos
segredos noturnos e místicos da caatinga irrompem os próprios segredos; como o
fundo do mar sem água. Ressaltava [...].
Trecho de um conto escrito com muita saudade e anseio.